Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Julho de 2025


 

1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

No acumulado de janeiro a julho de 2025, as exportações do Estado de São Paulo1 somaram US$40,10 bilhões (20,3% do total nacional) e as importações2 US$50,30 bilhões (31,2% do total nacional), registrando déficit comercial de US$10,20 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2024, houve aumentos nas exportações (+0,1%) e nas importações (+17,1%); essa conjunção de desempenhos resultou no acréscimo do déficit (+250,5%) no saldo da balança comercial paulista.

 

1.1 – Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio3, no acumulado de janeiro a julho de 2025 na comparação com igual período do ano anterior, o setor paulista apresentou redução nas exportações (-7,6%), alcançando US$16,22 bilhões, e aumento nas importações (+4,0%), totalizando US$3,41 bilhões; com esses resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$12,81 bilhões, 10,2% inferior em relação a janeiro a julho de 2024 (Figura 1).

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado nos sete primeiros meses de 2025 ficou em 40,4%, enquanto a participação das importações setoriais foi de 6,8% (Figura 1). Em relação a janeiro a julho de 2024, as participações recuaram 3,4 pontos percentuais nas exportações e 0,8 p.p. nas importações.

Há que se destacar que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$23,88 bilhões, e as importações, US$46,89 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$23,01 bilhões de janeiro a julho de 2025. Dessa forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$12,81 bilhões).

 

1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista de janeiro a julho de 2025 foram: complexo sucroalcooleiro (US$4,52 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 92,5% e o álcool etílico – etanol, 7,5%), setor de carnes (US$2,31 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 84,3%), o grupo complexo soja com vendas de US$1,78 bilhão (81,9% referentes a soja em grão e 12,7% de farelo de soja), produtos florestais (US$1,77 bilhão, com participações de 54,1% de celulose e 36,5% de papel) e o grupo de sucos (US$1,73 bilhão, dos quais 97,7% referentes a suco de laranja). Esses cinco agregados representaram 74,7% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1). Destaque para o grupo de café (tradicional nas exportações paulistas), encontra-se na sexta posição com vendas de US$1,10 bilhão (74,4% referentes ao café verde e 21,4% de café solúvel).

Ainda de acordo com a tabela 1, de janeiro a julho de 2025 na comparação com igual período de 2024, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de café (+49,6%), setor de carnes (+27,7%) e sucos (+24,1%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-36,8%), dos produtos florestais (-3,2%) e complexo soja (-1,5%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista

Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio paulista no acumulado de janeiro a julho de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior são apresentados na tabela 2.

 

 

Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (27,9%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 36,8% em valores e 29,8% em volumes exportados, acompanhando as menores vendas externas do açúcar (-36,9% em valores e -29,3% em volume), principal produto do grupo, com desvalorizações nos preços médios dessas commodities de 9,6% para açúcar em bruto e 16,4% para o refinado, quando comparados a janeiro a julho de 2024. Para o álcool, os embarques apresentaram variações negativas de 37,2% em volume e de 34,9% em valores. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os resultados apresentam como principais compradores: China (12,8%), Índia (7,5%), Bangladesh (6,5%), Arábia Saudita (6,1%), Indonésia (5,8%), Emirados Árabes Unidos (5,5%), Nigéria (5,2%), Egito (5,1%), Argélia (4,0%), Estados Unidos, Malásia, Marrocos e Coreia do Sul (3,3%, cada um), e os demais países (28,3%).

O grupo dos de carnes ocupa a segunda posição na pauta paulista com 14,3% de representatividade e apresentou altas em valores (+27,7%) e em volumes embarcados (+12,7%) em relação aos sete primeiros meses de 2024. A carne bovina, principal produto com 84,3% de contribuição no grupo, registrou aumentos de 29,2% em valores e de 12,9% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 12,6% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+10,9%) e em volumes (+9,0%). A carne suína (1,3% de participação) apresentou resultados de recuperação em valores (+896,4%) e na quantidade embarcada (+613,7%). Os principais destinos em participação são China (42,4%), Estados Unidos (15,0%), União Europeia (7,2%), Filipinas (3,9%), México (3,4%), Hong Kong (3,3%), Arábia Saudita (3,1%) e Chile (1,8%); enquanto os demais países compradores representam 19,9%.

Para o grupo composto pelo complexo soja (3ª posição e 10,9% de participação), os dados no acumulado de janeiro a julho de 2025, apontam aumentos nos embarques (+8,8%) e quedas em valores (-1,5%), em função dos resultados da soja em grão, principal produto do grupo, que apresenta expansão nos volumes (+8,3%) e queda nos valores (-1,0%), e do farelo de soja, com redução em valor (-9,4%) e maior quantidade exportada (+12,5%), quando comparados ao mesmo período de 2024. A China aparece como principal destino em termos de participação de valores (70,5%), seguida de União Europeia (4,3%), Índia (4,0%), Indonésia (3,8%), Irã (3,6%) e Tailândia (3,4%); e os demais importadores somam 10,2%.

Na quarta posição nos sete primeiros meses de 2025, aparece o grupo produtos florestais com 10,9% de participação, e seu desempenho foi de queda em valores (-3,2%) e na quantidade embarcada (-4,0%) em relação a igual período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentaram perdas em valores (-3,0%) e menores embarques (-6,6%). Já para o subsetor de papel, mostrou variação negativa para os valores (-8,2%) e incremento de volume (+0,7%). O principal destino em participação de valores exportados é a China (37,1%), seguida de União Europeia (13,4%), Estados Unidos (12,1%), Argentina (4,8%), Peru (4,6%), Reino Unido e Colômbia (3,4%, cada um) e Chile (3,0%). Outros países somam 18,2% de participação.

O grupo de sucos se apresenta na quinta posição com 10,7% de representatividade na pauta paulista, o suco de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou aumento de 8,2% no valor e redução de 43,7% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix <=20), as vendas externas apresentaram ganho em valores (+20,8%) e queda em volumes (-18,3%). Já os outros sucos de laranja não fermentados obtiveram altas em valores de 43,7% e de 12,0% em volumes. A variação total das exportações do grupo de sucos foi positiva em valores (+24,1%), puxados pela valorização dos preços médios dos sucos no período analisado (FCOJ 92,0%, NFC 47,9% e outros sucos de laranja não fermentados 28,3%), uma vez que houve diminuição nos volumes embarcados do grupo (-18,0%), esse cenário é reflexo da menor produção dos países produtores de laranja na safra 2024/25. Os maiores compradores desse grupo são: União Europeia (47,7%), Estados Unidos (43,1%), China (3,5%), Japão (2,9%) e os demais compradores têm 3,8% de participação.

Para o grupo do café, 6,8% de participação na pauta paulista, os resultados apontaram crescimentos de 49,6% nos valores e queda de 14,0% no volume das exportações paulistas. O principal produto deste grupo é o café verde, que registrou aumentos nas vendas externas de 51,8% em valores e redução de 15,3% em quantidades exportadas pelo estado. A alta de 79,2% no preço médio verificado justifica o desempenho positivo. Já o café solúvel obteve incremento de 40,3% em valores e queda de 8,1% em volume comercializado. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 42,0% do valor exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (17,8%), Japão (6,3%), Argentina (4,5%) e Canadá (4,4%); os demais países participam com 25,0%.

 

1.4 - Importações do Agronegócio Paulista

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no acumulado de janeiro a julho de 2025 foram: salmões (US$260,51 milhões), seguido de papel (US$255,78 milhões), trigo (US$209,04 milhões, sendo importadas 876,6 mil toneladas, aumento de 20,8% em relação a igual período de 2024) e de vestuários e outros produtos têxteis (US$133,89 milhões). Das mercadorias da pauta do estado de São Paulo destaca-se a borracha natural que continua apresentando aumentos nas quantidades importadas (+79%) no período analisado o que pode configurar formação de estoques pelas indústrias. A figura 2 apresenta os dez principais itens que representam 45,2% (US$1,54 bilhão) do total importado (US$3,41 bilhões).

 

2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$36,98 bilhões no acumulado de janeiro a julho de 2025, com exportações de US$198,01 bilhões e importações de US$161,03 bilhões. Esse resultado apresenta queda de 24,7% no superávit em relação ao mesmo período de 2024, quando alcançou US$49,11 bilhões (Figura 3).


 

2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro no acumulado de janeiro a julho de 2025 (Figura 3) caíram 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o valor de US$97,52 bilhões (49,3% do total nacional). As importações subiram 5,8% no período, registrando US$11,89 bilhões (7,4% do total nacional).

O saldo da balança comercial dos agronegócios registrou superávit de US$85,63 bilhões de janeiro a julho de 2025, sendo 0,8% menor na comparação com o mesmo período de 2024 (Figura 3).

A participação das exportações do agronegócio brasileiro representa quase a metade do total nacional, registrando em 49,3% nos sete primeiros meses de 2025, enquanto a participação das importações setoriais foi de 7,4% (Figura 3). Em relação a janeiro a julho de 2024, as participações apresentaram estabilidade nas exportações e redução de 0,2 pontos percentuais nas importações.

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$100,49 bilhões e importações de US$149,14 bilhões, produziram um déficit de US$48,65 bilhões nos sete primeiros meses de 2025.

 

2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a julho de 2025 foram: complexo soja (US$36,10 bilhões, tendo a soja em grão com 84,3% de participação e 13,0% do farelo de soja), carnes (US$16,73 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 53,0%, 32,7% e 12,0%), produtos florestais (US$10,05 bilhões, com participações de 61,5% de celulose e 24,2% de madeira), grupo de café com vendas de US$8,97 bilhões (91,8% referentes ao café verde e 7,3% de café solúvel), grupo sucroalcooleiro (US$7,90 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 93,2% e o álcool etílico – etanol, 6,6%). Esses cinco grupos agregados representaram 81,8% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o grupo de cereais, farinhas e preparações (US$2,95 bilhões, dos quais o milho em grão representou 66,1% do grupo).

Ainda conforme a tabela 3, na comparação com janeiro a julho de 2024, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque positivo para os grupos café (+44,1%), carnes (+18,1%) e florestais (+1,1%) enquanto os grupos de complexo sucroalcooleiro (-27,8%), cereais, farinhas e preparações (-22,3%), complexo soja (-8,5%) e do grupo de fibras e produtos têxteis (-8,8%), apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


 

2.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro

A tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações de janeiro a julho de 2025, em comparação com o período em 2024. 

Desses grupos relevantes, aparece na primeira posição na pauta brasileira o grupo complexo soja (37,0% de participação) nas exportações brasileiras. No período em análise, as vendas externas recuaram 8,5% em valores e avançaram 2,3% em volumes exportados. A soja em grão apresentou perdas de 7,4% nos valores e aumentos de 2,4% nas quantidades exportadas. Para o óleo de soja, os embarques registraram ganhos em receitas de 21,8% e de 11,8% em volumes, enquanto o farelo de soja teve variação negativa de 19,0% em valores e positiva de 1,1% em volume. A China representa 63,6% das compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (12,1%), Tailândia (3,8%), Indonésia (2,4%), Turquia (2,0%), Índia (1,9%), Vietnã (1,8%); os demais países importadores somam 12,4%.

O grupo de carnes, na segunda posição (17,2% de participação), apresentou ganhos de 18,1% em valores e 4,4% em volume em relação aos sete primeiros meses de 2024. A carne bovina teve aumentos em valores (+30,0%) e no volume exportado (+13,4%). Para a carne de frango, foram registradas altas em valores (+0,9%) e queda nos embarques (-2,3%), e para carne suína, crescimentos em valores (+27,2%) e na quantidade (+14,5%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino, com 29,1% das compras de carnes; na sequência aparecem Estados Unidos (7,1%), União Europeia (5,2%), México (4,6%), Arábia Saudita e Filipinas (4,4%, cada um), Japão (4,3%), Emirados Árabes Unidos (4,1%) e Chile (3,9%); os demais países somam 32,9% de participação.

Na terceira posição aparece o grupo produtos florestais (10,3% de participação), de janeiro a julho de 2025 registrou aumentos para valores (+1,1%) e no volume exportado (+7,4%). As variações de valores e volume foram de, respectivamente, +2,8% e +13,5% para a celulose (principal item do grupo), de -0,4% e -6,0% para a madeira, e -3,5% e +2,9% para o papel. Os principais países importadores deste grupo são China (29,9%), Estados Unidos (20,6%), União Europeia (18,8%), Argentina (2,9%), México (2,7%), Turquia (1,7%), Reino Unido e Coréia do Sul (1,6%, cada um); os demais países participam com 20,2%.

O grupo do café na quarta posição (9,2% de participação) apresentou aumento em valores (+44,1%) e queda nas quantidades (-17,2%), puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações positivas de 44,3% em valores, e recuo de -17,8% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 44,2% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 16,1%, Japão (6,6%), Turquia (3,5%), Rússia (3,4%), Coreia do Sul (2,7%), China (2,4%) e Reino Unido (2,2%); os demais países somam 18,9% de participação.

Na quinta posição e 8,1% de participação, aparece o grupo sucroalcooleiro, que no acumulado de janeiro a julho de 2025 registrou quedas de 27,8% em valores e 19,7% em volumes exportados, devido as menores exportações do açúcar (-28,4% em valores e de -19,7% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram reduções em valores (-17,6%) e em volumes (-20,0%), quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por China (11,4%), Índia (6,8%), Argélia (6,4%), Bangladesh (6,1%), Indonésia (5,7%), Nigéria (5,2%), Emirados Árabes Unidos (4,8%), Arábia Saudita e Malásia (4,4%, cada um) e Estados Unidos (3,9%); e os demais países importadores somam 40,9% de participação.

O grupo de cereais, farinhas e preparações obteve resultados negativos em valores (-22,3%) e em quantidades embarcadas (-24,7%). O milho em grão, principal item do grupo com 66,1% de representatividade, registrou quedas em volume (-25,1%) e em valores
(-23,3%). Os principais destinos são Irã (21,1%), Vietnã (13,2%), Egito (12,3%), Arábia Saudita (4,7%), Venezuela (4,1%), União Europeia (3,4%), Turquia (3,1%) e Marrocos e Argélia (3,0%, cada um), restando 32,1% de participação para os demais países.

 

2.4 - Importações do Agronegócio Brasileiro

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro no acumulado de janeiro a julho de 2025 foram: trigo (US$990,76 milhões, contabilizando 4,20 milhões de toneladas, 4,6% superior ao volume importado em relação ao mesmo período de 2024), papel (US$597,94 milhões) e salmões (US$517,46 milhões). Na sequência aparecem o óleo de dendê e de palmas (US$492,82 milhões), vestuários e outros produtos têxteis de algodão (US$450,92 milhões) e o cacau inteiro ou partido (US$421,79 milhões) apresentando alta de 86,3% no volume, sendo importados 42,2 mil toneladas justificado pelo aumento da demanda e baixa disponibilidade da mercadoria interna. O estado de São Paulo tem investido em novos sistemas de produção com tecnologia adaptadas para incrementar a produção estadual. A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 40,5% (US$4,81 bilhões) do total importado (US$11,89 bilhões).


 

3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia) de janeiro a julho de 2025, registrou crescimentos de 0,1 ponto percentual nas exportações e 2,3p.p. nas importações, apontando valores de 20,3% nas exportações e de 31,2% de representatividade para as importações (Figura 5).



Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo nos sete primeiros meses de 2025, representaram 16,6% em relação ao agronegócio brasileiro, 1,4p.p. menor ante a igual período do ano anterior e as importações, caíram 0,5p.p., passando de 29,2% para 28,7% (Figura 5).

A tabela 5, apresenta a participação dos grupos do agronegócio paulista comparativamente aos do agronegócio nacional, de janeiro a julho de 2025, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (85,5%), produtos alimentícios diversos (69,0%), plantas vivas e produtos de floricultura (65,3%), demais produtos de origem vegetal (62,7%) e complexo sucroalcooleiro (57,3%). 

Em relação aos principais estados exportadores em valores, São Paulo ocupa a segunda posição com 16,6% de participação, atrás do estado do Mato Grosso (17,6%). Em terceiro lugar está Minas Gerais (11,7%), seguido por Paraná (10,2%), Rio Grande do Sul (7,7%) e Goiás (7,0%) (Figura 6). Esses seis estados somados representam 71% das exportações totais do agro brasileiro do primeiro semestre de 2025.

Quanto a composição dos principais grupos de produtos exportados pelas unidades da federação, o estado de Mato Grosso, concentra 92% das suas exportações em três principais grupos: complexo soja (69,2%), fibras e produtos de têxteis (12,1%) e carnes (10,7%). O grupo complexo soja também é o principal grupo exportado nos estados de Goiás (66,3%), Paraná (36,9%) e Rio Grande do Sul (25,6%), enquanto em Minas Gerais o café é o principal grupo (54,5%), seguido do complexo soja (19,4%).


 

 

1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrostat. Brasília: MAPA, 2025.  Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: jul.2024.

 

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo.

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE ARTIGO

GHOBRIL, C. N.; ANGELO, J. A.; OLIVEIRA, M. D. M. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Julho de 2025. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 20, n. 8, p. 1-16, ago. 2025. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.

Data de Publicação: 28/08/2025

Autor(es): Carlos Nabil Ghobril (nabil@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
José Alberto Angelo (jose.angelo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marlimascarenhasoliveira@gmail.com) Consulte outros textos deste autor