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Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Outubro de 2025
1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO No acumulado de janeiro a outubro de 2025,
as exportações do Estado de São Paulo1 somaram US$58,66 bilhões
(20,8% do total nacional) e as importações2, US$73,15 bilhões (30,8%
do total nacional), registrando déficit comercial de US$14,49 bilhões (Figura
1). Em relação ao mesmo período de 2024, houve queda nas exportações (-1,4%) e
aumento nas importações (+14,0%); essa conjunção de desempenhos resultou no
acréscimo do déficit (+213,6%)
no saldo da balança comercial paulista. 1.1
- Análise Setorial do Agronegócio Na
análise setorial do agronegócio3, no acumulado de janeiro a outubro
de 2025 na comparação com igual período do ano anterior, o setor paulista
apresentou redução nas exportações (-8,5%), alcançando US$23,92 bilhões, e
aumento nas importações (+2,3%), totalizando US$4,85 bilhões; com esses
resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$19,07
bilhões, 10,9% inferior em relação a janeiro a outubro de 2024 (Figura 1). A participação das exportações do agronegócio
paulista no total do estado nos dez primeiros meses de 2025 ficou em 40,8%,
enquanto a participação das importações setoriais foi de 6,6% (Figura 1). Em
relação a janeiro a outubro de 2024, as participações recuaram 3,1 pontos percentuais
nas exportações e 0,8 p.p. nas importações. Há que se destacar que as
exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio
- somaram US$34,74 bilhões, e as importações, US$68,30 bilhões, gerando um
déficit externo desse agregado de US$33,56 bilhões de janeiro a outubro de
2025. Dessa forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só
não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se
manteve positivo (US$19,07 bilhões). 1.2
- Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos Os cinco
principais grupos nas exportações do agronegócio paulista de janeiro a outubro
de 2025 foram: complexo sucroalcooleiro (US$7,37 bilhões, sendo que desse total
o açúcar representou 92,7% e o álcool etílico – etanol, 7,3%), setor de carnes
(US$3,60 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 85,0%), produtos
florestais (US$2,47 bilhões com participações de 54,9% de celulose e 36,2% de
papel), sucos (US$2,43 bilhões, dos quais 97,8% referentes a suco de laranja),
e complexo soja com vendas de US$2,21 bilhões (79,0% referentes a soja em grão
e 15,6% de farelo de soja). Esses cinco agregados representaram 75,5% das
vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1).
Destaque para o grupo de café (tradicional nas exportações paulistas),
encontra-se na sexta posição com vendas de US$1,51 bilhão (76,5% referentes ao
café verde e 19,6% de café solúvel). Ainda de acordo com a tabela 1, de
janeiro a outubro de 2025 na comparação com igual período de 2024, houve importantes
variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta
paulista, com aumentos para os grupos de café (+42,8%), setor de carnes
(+24,7%) e complexo soja (+0,8%), e quedas nos grupos de complexo
sucroalcooleiro (-31,3%), produtos florestais (-6,9%) e sucos (-0,8%). Essas
variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das
oscilações tanto de preços como de volumes exportados. 1.3
- Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista Os dados de valor e volume
exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio
paulista no acumulado de janeiro a outubro de 2025 frente ao mesmo período do
ano anterior são apresentados na tabela 2. Desses
grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação
(30,8%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 31,3% em valores e 21,7% em
volumes exportados, acompanhando as menores vendas externas do açúcar (-31,3% em valores e
-21,1% em volume), principal
produto do grupo, com desvalorizações nos preços médios de 12,49% para açúcar
em bruto e 16,07% para o refinado, quando comparados a janeiro a outubro de
2024. Para o álcool, os embarques apresentaram variações negativas de
33,8% em volume e de 30,7% em valores. Os destinos das
exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação em
valores dos países, e os resultados apresentam como principais compradores:
China (14,0%), Índia (7,5%), Indonésia (6,3%), Arábia Saudita (5,8%), Emirados
Árabes Unidos e Bangladesh (5,4%, cada um), Nigéria (5,1%), Egito (4,6%),
Marrocos (3,9%), Argélia (3,7%), Iraque (3,4%), Coreia do Sul (3,1%) e Malásia
(3,0%); os demais países representam 28,8%. O grupo
de carnes ocupa a segunda posição na pauta paulista com 15,1% de
representatividade e apresentou altas em valores (+24,7%) e em volumes
embarcados (+9,0%) em relação aos dez primeiros meses de 2024. A carne bovina,
principal produto com 85,0% de contribuição no grupo, registrou aumentos de
26,0% em valores e de 7,9% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo
produto com 12,1% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo
nas vendas em valores (+11,7%) e em volumes (+8,9%). A carne suína (1,2% de
participação) apresentou resultados de crescimentos em valores (+221,4%) e na
quantidade embarcada (+156,2%), impulsionado pelas maiores compras da Filipinas
em 6 mil toneladas do produto. Os principais destinos em
participação são China (46,4%), Estados Unidos (11,8%), União Europeia (7,5%),
Filipinas (4,2%), México (3,2%), Hong Kong (3,1%), Arábia Saudita (2,9%) e
Chile (1,8%), enquanto os demais países compradores representam 19,1%. Na
terceira posição no acumulado de janeiro a outubro de 2025, aparece o grupo
produtos florestais com 10,3% de participação, e seu desempenho foi de queda em
valores (-6,9%) e na quantidade embarcada (-3,8%) em relação a igual período do
ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo,
apresentaram perdas em valores (-7,3%) e menores embarques (-6,2%). Já o
subsetor de papel mostrou variações negativa para os valores (-9,4%) e positiva
no volume (+0,6%). O principal destino em participação de
valores exportados é a China (38,7%), seguida de União Europeia (12,7%),
Estados Unidos (10,2%), Argentina (5,3%), Peru (4,6%), Reino Unido (3,4%),
Chile (3,3%) e Colômbia (3,1%); outros países somam 18,7% de participação. O grupo de sucos se apresenta na
quarta posição com 10,1% de representatividade na pauta paulista, e o suco de laranja (FCOJ concentrado e
congelado) registrou quedas de 4,0% no valor e de 25,5% no volume exportado.
Para o suco NFC (não congelado, valor brix <=20), as vendas externas
apresentaram ganho em valores (+6,7%) e queda em volumes (-11,5%). Já os outros
sucos de laranja não fermentados tiveram reduções em valores de 7,9% e 13,7% em
volumes. A variação total das exportações do grupo de sucos foi negativa em
valores (-0,8%) e em volumes (-12,9%). Os maiores compradores desse
grupo são: União Europeia (46,7%), Estados Unidos (44,4%), China (3,2%) e Japão
(2,5%); os demais compradores têm 3,2% de participação. O grupo
composto pelo complexo soja (5ª posição e 9,2% de participação), os dados no
acumulado de janeiro a outubro de 2025 apontam aumentos nos embarques (+10,8%)
e em valores (+0,8%), em função dos resultados da soja em grão, principal
produto do grupo, que apresentam expansão nos volumes (+11,5%) e nos valores
(+3,1%), e do farelo de soja, com redução em valor (-11,6%) e maior quantidade
exportada (+9,5%), quando comparados ao mesmo período de 2024. A
China aparece como principal destino em termos de participação de valores
(68,4%), seguida de União Europeia (6,1%), Tailândia (4,3%), Indonésia e Índia
(4,0%, cada um) e Irã (3,3%); os demais importadores somam 9,9%. Para o
grupo do café, 6,3% de participação na pauta paulista, os resultados apontaram
crescimentos de 42,8% nos valores e queda de 11,1% no volume das exportações
paulistas. O principal produto deste grupo é o café verde, que registrou aumentos
nas vendas externas de 52,2% em valores e redução de 10,4% em quantidades
exportadas pelo estado. A alta
de 70% no preço médio verificado no período analisado justifica o desempenho
positivo. Já o café solúvel obteve incremento de 16,5% em valores e
queda de 16,7% em volume comercializado. A União Europeia é o
principal destino e suas compras representam 45,6% do valor exportado. Na
sequência aparecem Estados Unidos (15,1%), Japão (6,3%), Canadá (4,4%) e
Argentina (4,0%); os demais países participam com 24,6%. 1.4
- Importações do Agronegócio Paulista Os
principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no acumulado
de janeiro a outubro de 2025 foram: papel (US$367,95 milhões), salmões
(US$354,36 milhões), trigo (US$270,27 milhões, sendo importadas 1,13 milhão de
toneladas, 9,8% maior em relação a igual período de 2024) e vestuários e outros
produtos têxteis (US$202,16 milhões). Das mercadorias da pauta do estado de São
Paulo, destaca-se a borracha natural, que apresenta aumentos nas quantidades
importadas (+46,5% no período analisado) - esses aumentos foram significativos
em 2025, totalizando 78,8 mil toneladas. Em 2024, a importação foi menor em
relação aos anos anteriores, mas observa-se desaceleração nas compras nos meses
de setembro e outubro de 2025, com redução média de 32%% no volume importado. A
figura 2 apresenta os dez principais itens que representam 44,2% (US$2,14
bilhões) do total importado (US$4,85 bilhões). 2
- BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL A balança comercial brasileira
registrou superávit de US$52,39 bilhões no acumulado de janeiro a outubro de
2025, com exportações de US$289,73 bilhões e importações de US$237,34 bilhões. Esse resultado apresenta queda de 16,6% no superávit
em relação ao mesmo período de 2024, quando alcançou US$62,80 bilhões (Figura
3), e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) cresceu 4,2%,
atingindo US$527,07 bilhões no período analisado. 2.1
- Análise Setorial do Agronegócio Na análise setorial, as exportações
do agronegócio brasileiro de janeiro a outubro de 2025 (Figura 3) aumentaram
1,4% em relação à igual período do ano anterior, alcançando o valor de
US$141,97 bilhões (49,0% do total nacional). As importações subiram 4,9% no
período, registrando US$17,03 bilhões (7,2% do total nacional). O saldo da balança comercial dos
agronegócios registrou superávit de US$124,94 bilhões de janeiro a outubro de
2025, alta de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2024 (Figura 3). Portanto, o comércio exterior
brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez
que os demais setores da economia, com exportações de US$147,76 bilhões e
importações de US$220,31 bilhões, produziram um déficit de US$72,55 bilhões nos
dez primeiros meses de 2025. 2.2
– Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos nas
exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a outubro de 2025 foram:
complexo soja (US$48,22 bilhões, tendo a soja em grão com 83,4% de participação
e 13,8% do farelo de soja), carnes (US$25,67 bilhões, com as carnes bovina, de
frango e suína representando desse total, respectivamente, 55,5%, 30,5% e
11,7%), produtos florestais (US$13,79 bilhões, com participações de 61,5% de
celulose e 23,6% de madeira), grupo de café com vendas de US$12,86 bilhões
(92,0% referentes ao café verde e 7,2% de café solúvel), grupo sucroalcooleiro
(US$12,62 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 93,6% e o álcool
etílico – etanol, 6,3%). Esses cinco grupos agregados representaram 79,8% das
vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o
grupo de cereais, farinhas e preparações (US$7,42 bilhões, dos quais o milho em
grão representou 80,2% do grupo). Ainda conforme a tabela 3, na
comparação com janeiro a outubro de 2024, houve importantes variações nos
valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro,
com destaque positivo para os grupos café (+31,8%) e carnes (+19,5%), enquanto
os grupos de complexo sucroalcooleiro (-23,9%), grupo de fibras e produtos
têxteis (-9,2%), cereais, farinhas e preparações (-4,8%), complexo soja (-4,2%)
e florestais 2.3
- Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro A
tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais
produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas
respectivas variações de janeiro a outubro de 2025, em comparação com o mesmo
período em 2024. Desses grupos relevantes, aparece
na primeira posição na pauta brasileira o
grupo complexo soja (34,0% de participação). No período em
análise, as vendas externas recuaram 4,2% em valores e avançaram 5,7% em
volumes exportados. A soja em grão apresentou perdas de 1,8% nos valores e
aumentos de 6,7% nas quantidades exportadas. Para o óleo de soja, os embarques
registraram ganhos em receitas de 20,8%
e de 9,2% em volumes, enquanto o farelo de soja
teve variação negativa de 19,3% em valores e positiva de 0,7% em volume. A China representa 65,8% das
compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (11,7%), Tailândia
(4,3%), Indonésia (2,3%), Índia (1,9%), e Vietnã, Turquia e Irã (1,5%, cada
um); os demais países importadores representam 9,5%. O grupo de carnes, na segunda posição (18,1% de participação), apresentou
ganhos de 19,5% em valores e 6,3% em volume em relação a janeiro a outubro de
2024. A carne bovina teve aumentos em valores (+35,6%) e no
volume exportado (+15,8%). Para a carne de frango, foram registradas quedas em
valores (-2,4%) e nos embarques (-0,6%), e para carne suína, crescimentos em
valores (+23,0%) e na quantidade (+14,0%). Neste grupo, a China se destacou
como principal destino, com 30,9% das compras de carnes; na sequência aparecem
Estados Unidos (5,5%), México (5,2%), União Europeia e Filipinas (5,1%, cada
um), Arábia Saudita e Japão (4,1%, cada um), e os demais países somam 40,0% de
participação. Na terceira posição aparece o grupo produtos florestais (9,7% de participação), de janeiro a outubro de 2025
registrou perda para valores (-3,6%) e ganho no volume exportado (+6,9%). As
variações de valores e volume foram de, respectivamente, -3,5% e +13,8% para a
celulose (principal item do grupo), de -4,8% e -9,3% para a madeira, e -2,2% e
+5,3% para o papel. Os principais
países importadores deste grupo são China
(30,5%), Estados Unidos (19,1%), União Europeia (18,3%), Argentina (3,2%),
México (2,8%), Reino Unido e Peru (1,6%, cada um), enquanto os demais países
participam com 22,9%. O grupo do café na quarta posição (9,1% de participação)
apresentou aumento em valores (+31,8%) e queda nas quantidades (-18,5%),
puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações positivas de
31,9% em valores, e recuo de -19,1% em quantidades exportadas pelo país. Quanto
às participações dos países destinos das exportações em valores, a União
Europeia representa 45,1% desse grupo, seguida por Estados Unidos (14,3%),
Japão (6,5%), Turquia (3,4%), Rússia (3,3%), China (2,6%) e Coreia do Sul
(2,5%); os demais países somam 22,3% de participação. Na quinta
posição e com 8,9% de participação, aparece o grupo sucroalcooleiro, que no
acumulado de janeiro a outubro de 2025 registrou quedas de 23,9% em valores e
13,9% em volumes exportados, devido às menores exportações do açúcar (-24,4% em
valores e de -13,8% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram
reduções em valores (-15,0%) e em volumes (-17,4%), quando comparados com o
mesmo período do ano anterior. Assim como no estado de São Paulo,
os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação
dos países. Os resultados apontam a sequência composta por China (12,7%), Índia
(7,2%), Indonésia (5,9%), Argélia (5,7%), Bangladesh (5,4%), Emirados Árabes
Unidos (5,0%), Nigéria (4.6%), Arábia Saudita (4,5%), Malásia (4,0%) e Egito
(3,8%); os demais países importadores somam 41,2% de participação. O grupo de cereais, farinhas e
preparações (5,2% de participação), obteve resultados negativos em valores (-4,8%) e em quantidades embarcadas (-5,2%). O milho
em grão, principal item do grupo com 82,5% de representatividade, registrou
quedas em volume (-3,2%) e em valores (-1,2%). Os principais destinos são Irã
(18,7%), Egito (14,7%), Vietnã (11,0%), União Europeia (8,5%), Arábia Saudita
(4,5%), China (4,3%), Marrocos (3,2%), Argélia (2,8%), e Bangladesh e Venezuela
(2,7%, cada um), restando 26,9% de participação para os demais países. 2.4
- Importações do Agronegócio Brasileiro Os principais produtos da pauta de
importação do agronegócio brasileiro no acumulado de janeiro a outubro de 2025
foram: trigo (US$1,35 bilhão, contabilizando 5,78 milhões de toneladas, 1,4%
superior ao volume importado em relação ao mesmo período de 2024), papel (US$878,65 milhões) e óleo de
dendê e de palma (US$724,94 milhões). Na sequência aparecem os salmões
(US$703,38 milhões), vestuários e outros produtos têxteis de algodão (US$685,68
milhões), o leite em pó (US$578,20 milhões), azeite de oliva (US$507,63
milhões) e vinho (US$472,49). A figura 4 apresenta os dez principais produtos
que representam 39,8% (US$6,77 bilhões) do total importado (US$17,03 bilhões). 3
- PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL A participação
paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da
economia) de janeiro a outubro de 2025, registrou queda de 0,7 ponto percentual
nas exportações e aumento de 1,8 p.p. nas importações, apontando valores de
20,2% nas exportações e de 30,8% de representatividade para as importações
(Figura 5). Para o agronegócio, as exportações
setoriais de São Paulo nos dez primeiros meses de 2025, representaram 16,8% em
relação ao agronegócio brasileiro, 1,9 p.p. menor ante a igual período do ano
anterior e as importações, caíram 0,7 p.p., passando de 29,2% para 28,5%
(Figura 5). A tabela 5 apresenta a participação dos
grupos do agronegócio paulista comparativamente aos do agronegócio nacional, de
janeiro a outubro de 2025, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total
nacional: sucos (85,5%), produtos alimentícios diversos (69,5%), plantas vivas
e produtos de floricultura (65,4%), demais produtos de origem vegetal (60,0%) e
complexo sucroalcooleiro (58,5%). Em relação
aos principais estados exportadores em valores, São Paulo ocupa a segunda
posição com 16,9% de participação, atrás de Mato Grosso (17,3%), Minas Gerais
(11,5%), Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,7%) e Goiás (6,9%) (Figura 6).
Esses seis estados somados representam 71,7% das exportações totais do agro
brasileiro nos dez primeiros meses de 2025. Quanto à
composição dos principais grupos de produtos exportados pelas unidades da
federação, o estado de Mato Grosso concentra 86,7% das suas exportações em três
principais grupos: complexo soja (59,1%), carnes (14,2%) e cereais, farinhas e
preparações (13,4%). O grupo complexo soja também é o principal grupo exportado
nos estados de Goiás (58,8%), Paraná (37,5%) e Rio Grande do Sul (34,6%),
enquanto em Minas Gerais o café é o principal grupo (54,8%), seguido do
complexo soja (16,9%). 1Estado produtor
(unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de
exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas,
extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou
parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi
completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua
forma final. 2Estado importador
(unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do
domicílio fiscal do importador. 3Os grupos de
produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E
PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA,
2025. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html.
Acesso em: nov. 2025. Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações,
importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo. COMO
CITAR ESTE ARTIGO GHOBRIL,
C. N.; ANGELO, J. A; OLIVEIRA, M. D. M. Balança Comercial dos Agronegócios
Paulista e Brasileiro, Janeiro a Outubro de 2025. Análises e Indicadores do
Agronegócio, São Paulo, v. 20, n. 11, p. 1-16, nov. 2025. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.
(-3,6%) apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio
exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de
volumes exportados.
Data de Publicação: 28/11/2025
Autor(es):
Carlos Nabil Ghobril (nabil@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
José Alberto Angelo (jose.angelo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marlimascarenhasoliveira@gmail.com) Consulte outros textos deste autor

