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Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Janeiro a Novembro de 2025
1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO No acumulado de janeiro a novembro de 2025,
as exportações do estado de São Paulo1 somaram US$64,89 bilhões
(20,4% do total nacional), e as importações2, US$80,33 bilhões
(30,9% do total nacional), registrando déficit comercial de US$15,44 bilhões
(Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2024, houve queda nas exportações
(-1,1%) e aumento nas importações (+14,4%); essa conjunção de desempenhos
resultou no acréscimo do déficit (+232,0%)
no saldo da balança comercial paulista. 1.1 - Análise Setorial
do Agronegócio Na
análise setorial do agronegócio3, no acumulado de janeiro a novembro
de 2025, na comparação com igual período do ano anterior, o setor paulista
apresentou redução nas exportações (-8,1%), alcançando US$26,35 bilhões, e
aumento nas importações (+1,9%), totalizando US$5,28 bilhões; com esses
resultados, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$21,07
bilhões, 10,3% inferior em relação a janeiro a novembro de 2024 (Figura 1). A participação das exportações do agronegócio
paulista no total do estado nos 11 primeiros meses de 2025 ficou em 40,6%,
enquanto a participação das importações setoriais foi de 6,6% (Figura 1). Em
relação a janeiro a novembro de 2024, as participações recuaram 3,1 pontos
percentuais nas exportações e 0,8 p.p. nas importações. Há que se destacar que as exportações
paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram
US$38,54 bilhões, e as importações, US$75,05 bilhões, gerando um déficit
externo desse agregado de US$36,51 bilhões de janeiro a novembro de 2025. Dessa
forma, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior
devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo
(US$21,07 bilhões). 1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos nas exportações
do agronegócio paulista de janeiro a novembro de 2025 foram: complexo
sucroalcooleiro (US$8,26 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou
93,0% e o álcool etílico – etanol, 7,0%), setor de carnes (US$4,02 bilhões, em
que a carne bovina respondeu por 85,1%), produtos florestais (US$2,76 bilhões
com participações de 56,2% de celulose e 35,1% de papel), grupo de sucos
(US$2,62 bilhões, dos quais 97,8% referentes a suco de laranja), e complexo
soja, com vendas de US$2,26 bilhões (78,3% referentes a soja em grão e 16,1% de
farelo de soja). Esses cinco agregados representaram 75,5% das vendas externas
setoriais paulistas
(Tabela 1). Destaque para o grupo de café (tradicional nas exportações
paulistas), que se encontra na sexta posição com vendas de US$1,64 bilhão
(76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel). Ainda de acordo com a tabela 1, de
janeiro a novembro de 2025, na comparação com igual período de 2024, houve
importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos
da pauta paulista, com aumentos para os grupos de café (+39,2%), setor de
carnes (+24,1%) e complexo soja (+1,3%), e quedas nos grupos de complexo
sucroalcooleiro (-29,6%), sucos (-4,9%) e dos produtos florestais (-4,8%).
Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição
das oscilações tanto de preços como de volumes exportados. 1.3 - Exportações dos Principais Produtos do
Agronegócio Paulista Os dados de valor e volume
exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio
paulista no acumulado de janeiro a novembro de 2025 frente ao mesmo período do
ano anterior são apresentados na tabela 2. Desses
grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação
(31,3%) nas exportações paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 29,6%
em valores e 18,8% em volumes exportados, acompanhando as menores vendas
externas do açúcar (-29,5% em valores e -18,0% em volume), principal produto do grupo, com
desvalorizações nos preços médios de 13,6% para açúcar em bruto e 16,9% para o
refinado, quando comparados de janeiro a novembro de 2024. Para o
álcool, os embarques apresentaram variações negativas de 33,8% em volume e de
30,1% em valores. Os destinos das exportações desse grupo
são bem diversificados em termos de participação em valores dos países, e os
resultados apresentam como principais compradores: China (14,0%), Índia (7,8%),
Indonésia (6,0%), Bangladesh (5,9%), Arábia Saudita (5,8%), Emirados Árabes
Unidos (5,4%), Nigéria (4,9%), Egito (4,5%), Marrocos (4,2%), Argélia (3,6%),
Iraque (3,3%), Malásia (3,1%) e Coreia do Sul (2,9%); os demais países
representam 28,6%. O grupo de carnes ocupa a
segunda posição na pauta paulista com 15,2%
de representatividade e apresentou altas em valores (+24,1%) e em volumes
embarcados (+8,6%) em relação aos 11 primeiros meses de 2024. A carne bovina,
principal produto com 85,1% de contribuição no grupo, registrou aumentos de
25,4% em valores e de 7,9% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo
produto com 12,1% de participação no grupo, o desempenho obtido foi positivo
nas vendas em valores (+11,8%) e em volumes (+8,2%). A carne suína (1,1% de
participação) apresentou resultados de crescimentos em valores (+174,1%) e na
quantidade embarcada (+120,2%), impulsionado pelas maiores compras da
Filipinas. Os principais
destinos em participação são China (46,7%), Estados Unidos (11,2%), União Europeia
(7,6%), Filipinas (4,2%), México (3,1%), Hong Kong (3,0%), Arábia Saudita
(2,9%) e Chile (1,9%), enquanto os demais países compradores representam 19,4%. Na terceira posição no acumulado de janeiro a novembro de 2025 aparece o
grupo produtos florestais, com 10,5% de participação; seu desempenho foi de
queda em valores O grupo de
sucos se apresenta na quarta posição com 9,9% de representatividade na pauta
paulista. O suco
de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou quedas de 14,8% no valor e
de 30,0% no volume exportado. Para o suco NFC (não congelado, valor brix
<=20), as vendas externas apresentaram ganho em valores (+5,8%) e queda em
volumes (-9,7%). Já os outros sucos de laranja não fermentados tiveram reduções
em valores de 8,3% e 13,4% em volumes. A variação total das exportações do
grupo de sucos foi negativa em valores Para o
grupo composto pelo complexo soja (5ª posição e 8,6% de participação), os dados
no acumulado de janeiro a novembro de 2025 apontam aumentos nos embarques
(+11,4%) e em valores (+1,3%), em função da soja em grão, principal produto do
grupo, cujos resultados apresentam expansão nos volumes (+12,6%) e nos valores
(+4,2%), e do farelo de soja, com redução em valor (-12,1%) e maior quantidade
exportada (+8,5%), quando comparados ao mesmo período de 2024. A
China aparece como principal destino em termos de participação de valores
(68,0%), seguida de União Europeia (6,5%), Tailândia (4,3%), Indonésia e Índia
(4,0%, cada um) e Irã (3,3%); os demais importadores somam 9,9%. Para o
grupo do café, que tem 6,2% de participação na pauta paulista, os resultados
apontaram crescimentos de 39,2% nos valores e queda de 12,1% no volume das
exportações paulistas. O principal produto deste grupo é o café verde, que
registrou aumentos nas vendas externas de 48,2% em valores e redução de 11,7%
em quantidades exportadas pelo estado. A alta de 67,8% no preço médio verificado no período analisado justifica
o desempenho positivo. Já o café solúvel obteve incremento de 14,9% em
valores e queda de 15,6% em volume comercializado. A
União Europeia é o principal destino e suas compras representam 45,4% do valor
exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (14,8%), Japão (6,2%), Canadá
(4,4%) e Argentina (3,8%); os demais países participam com 25,4%. 1.4 – Importações do Agronegócio Paulista Os
principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no acumulado
de janeiro a novembro de 2025 foram: papel (US$402,88 milhões), salmões
(US$386,76 milhões), trigo (US$284,02 milhões, sendo importadas 1,2 milhão de
toneladas, 4,2% maior em relação a igual período de 2024) e vestuários e outros
produtos têxteis (US$222,23 milhões). Das mercadorias da pauta do estado de São
Paulo, destaca-se a borracha natural, que apresenta aumentos nas quantidades
importadas (+38,6% no período analisado) - esses aumentos foram significativos
em 2025, totalizando 83,7 mil toneladas. A figura 2 apresenta os dez principais
itens que representam 43,9% (US$2,32 bilhões) do total importado (US$5,28
bilhões). 2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL A balança
comercial brasileira registrou superávit de US$57,84 bilhões no acumulado de
janeiro a novembro de 2025, com exportações de US$317,82 bilhões e importações
de US$259,98 bilhões. Esse resultado apresenta
queda de 16,8% no superávit em relação ao mesmo período de 2024, quando
alcançou US$69,55 bilhões (Figura 3), e a corrente de comércio (soma das
exportações e importações) registrou aumento de 4,1%, atingindo US$577,80
bilhões. 2.1 - Análise
Setorial do Agronegócio Na análise setorial, as exportações
do agronegócio brasileiro de janeiro a novembro de 2025 (Figura 3) aumentaram
1,7% em relação a igual período do ano anterior, alcançando o valor de
US$155,25 bilhões (48,8% do total nacional), e com grande probabilidade de
ultrapassar o recorde obtido do ano de 2023, quando foram registrados US$166,49
bilhões. As importações subiram 4,3% no período, registrando US$18,54 bilhões
(7,1% do total nacional). O saldo da balança comercial dos
agronegócios registrou superávit de US$136,71 bilhões de janeiro a novembro de
2025, alta de 1,4% na comparação com o mesmo período de 2024 (Figura 3). Portanto, o comércio exterior
brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez
que os demais setores da economia, com exportações de US$162,57 bilhões e
importações de US$241,44 bilhões, produziram um déficit de US$78,87 bilhões nos
11 primeiros meses de 2025. 2.2 – Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos Os cinco principais grupos nas
exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a novembro de 2025 foram:
complexo soja (US$50,65 bilhões, tendo a soja em grão com 83,0% de participação
e 14,2% do farelo de soja), carnes (US$28,65 bilhões, com as carnes bovina, de
frango e suína representando desse total, respectivamente, 56,2%, 30,1% e
11,4%), produtos florestais (US$15,14 bilhões, com participações de 62,0% de
celulose e 23,3% de madeira), grupo de café, com vendas de US$14,45 bilhões
(92,2% referentes ao café verde e 6,9% de café solúvel), grupo sucroalcooleiro
(US$13,88 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 93,9% e o álcool
etílico – etanol, 6,0%). Esses cinco grupos agregados representaram 79,1% das
vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 3). Na sexta posição aparece o
grupo de cereais, farinhas e preparações (US$8,58 bilhões, dos quais o milho em
grão representou 83,7% do grupo). Ainda conforme a tabela 3, na
comparação com janeiro a novembro de 2024, houve importantes variações nos
valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro,
com destaque positivo para os grupos café (+28,8%) e carnes (+19,7%), enquanto
os grupos de complexo sucroalcooleiro (-24,0%), grupo de fibras e produtos
têxteis (-6,0%), florestais (-4,2%), cereais, farinhas e preparações (-3,4%) e
complexo soja 2.3 - Exportações dos Principais Produtos do
Agronegócio Brasileiro A
tabela 4 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais
produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas
respectivas variações de janeiro a novembro de 2025, em comparação com o mesmo
período em 2024. Desses grupos relevantes, aparece na primeira posição na pauta brasileira o complexo soja (32,6% de
participação). No período em análise, as vendas externas recuaram 3,0% em
valores e avançaram 6,9% em volumes exportados. A soja em grão apresentou
redução de 0,1% nos valores e aumento de 8,3% nas quantidades exportadas. Para
o óleo de soja, os embarques registraram ganhos em receitas de 16,3% e de 4,8%
em volumes, enquanto o farelo de soja teve
variação negativa de 19,1% em valores e positiva de 0,7% em volume. A China representa 66,1% das compras em
valores desse grupo, seguida por União Europeia (11,8%), Tailândia (4,4%),
Indonésia (2,4%), Índia (1,8%), Vietnã e Turquia (1,5%, cada um), enquanto os
demais países importadores representam 10,5% O grupo
de carnes, na segunda posição (18,5% de participação), apresentou ganhos de
19,7% em valores e 6,2% em volume em relação a janeiro a novembro de 2024. A
carne bovina teve aumentos em valores (+37,3%) e no volume exportado (+17,8%).
Para a carne de frango, foram registradas queda em valores (-3,1%) e nos
embarques (-1,2%) e, para carne suína, crescimentos em valores (+19,0%) e na
quantidade (+11,3%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino,
com 31,1% das compras de carnes; na sequência aparecem União Europeia (5,5%),
Estados Unidos (5,2%), México (5,1%), Filipinas (5,0%), Chile e Arábia Saudita
(4,0%, cada um), Japão e Emirados Árabes Unidos (3,9%, cada um); os demais
países somam 32,3% de participação. Na terceira posição aparece o grupo produtos florestais (9,8% de participação) que, de janeiro a novembro de
2025, registrou perda para valores (-4,2%) e ganho no volume exportado (+6,2%).
As variações de valores e volume foram de, respectivamente, -2,8% e +13,6% para
a celulose (principal item do grupo), de -8,0% e -11,0% para a madeira, e O grupo do café, que ocupa a quarta posição (9,3% de
participação), apresentou aumento em valores (+28,8%) e queda nas quantidades (-19,3%),
puxado pelo café verde, principal produto do grupo, com variações positivas de 28,9%
em valores, e recuo de -19,8% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às
participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia
representa 45,5% desse grupo, seguida por Estados Unidos (13,6%), Japão (6,7%),
Turquia (3,6%), Rússia (3,2%), China (2,8%) e Coreia do Sul (2,4%); os demais
países somam 22,2% de participação. Na quinta
posição e com 8,9% de participação, aparece o grupo sucroalcooleiro, que no
acumulado de janeiro a novembro de 2025 registrou quedas de 24,0% em valores e
13,1% em volumes exportados, devido às menores exportações do açúcar (-24,5% em
valores e de -12,8% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram
reduções em valores (-15,9%) e em volumes (-19,0%), quando comparados com o
mesmo período do ano anterior. Assim como para o estado de São
Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos
de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por
China (12,6%), Índia (7,4%), Bangladesh e Indonésia (5,8%, cada), Argélia
(5,7%), Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita (4,8%, cada), Nigéria (4.5%),
Malásia (4,1%) e Marrocos (3,8%); os demais países importadores somam 40,7% de
participação. O grupo de
cereais, farinhas e preparações (5,5% de participação) obteve resultados negativos em valores (-3,4%) e em quantidades
embarcadas (-3,8%). O milho em grão, principal item do grupo com 83,7% de
representatividade, registrou queda em volume 2.4 - Importações do Agronegócio Brasileiro Os
principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro no
acumulado de janeiro a novembro de 2025 foram: trigo (US$1,45 bilhão,
contabilizando 6,2 milhões de toneladas, 1,1% superior ao volume importado em
relação ao mesmo período de 2024), papel (US$965,71 milhões) e óleo de dendê e
de palma (US$791,08 milhões). Na sequência aparecem salmões (US$771,98
milhões), vestuários e outros produtos têxteis de algodão (US$761,57 milhões),
leite em pó (US$632,42 milhões), azeite de oliva (US$560,62 milhões) e vinho
(US$518,65). A figura 4 apresenta os dez principais produtos que
representam 39,7% (US$7,35 bilhões) do total importado (US$18,54 bilhões). 3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL A participação
paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da
economia), de janeiro a novembro de 2025, registrou queda de 0,6 ponto
percentual nas exportações e aumento de 2,0 p.p. nas importações, apontando
valores de 20,4% nas exportações e de 30,9% de representatividade para as
importações (Figura 5). Para o agronegócio, as exportações
setoriais de São Paulo nos 11 primeiros meses de 2025 representaram 17,0% em
relação ao agronegócio brasileiro, 1,8 p.p. menor ante a igual período do ano
anterior. As importações caíram 0,6 p.p., passando de 29,1% para 28,5% (Figura
5). A tabela 5 apresenta a participação dos
grupos do agronegócio paulista comparativamente aos do agronegócio nacional, de
janeiro a novembro de 2025, cuja participação em valores ultrapassa 50% do
total nacional: sucos (85,0%), produtos alimentícios diversos (69,5%), plantas
vivas e produtos de floricultura (64,1%), demais produtos de origem vegetal
(59,5%) e complexo sucroalcooleiro (59,5%). Em relação
aos principais estados exportadores em valores, São Paulo ocupa a segunda
posição com 17,0% de participação, atrás do Mato Grosso (17,3%). Em terceiro
lugar está Minas Gerais (11,7%), seguido por Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul
(8,8%) e Goiás (6,8%) (Figura 6). Esses seis estados somados representam 72,0%
das exportações totais do agro brasileiro nos 11 primeiros meses de 2025. Quanto à composição
dos principais grupos de produtos exportados pelas unidades da federação, o
estado de Mato Grosso concentra 86,0% das suas exportações em três principais
grupos: complexo soja (56,4%), carnes (14,9%) e cereais, farinhas e preparações
(14,7%). O grupo complexo soja também é o principal grupo exportado nos estados
de Goiás (56,8%), Paraná (36,5%) e Rio Grande do Sul (34,7%), enquanto em Minas
Gerais o café é o principal grupo (56,1%), seguido do complexo soja (15,6%). 1Estado produtor
(Unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de
exportação, é a Unidade da Federação onde foram cultivados os produtos
agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou
parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi
completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua
forma final. 2Estado importador
(Unidade da Federação importadora) é definido como a Unidade da Federação do
domicílio fiscal do importador. 3Os grupos de
produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção Tabela de Agrupamentos em
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA.
Agrostat. Brasília: MAPA, 2025.
Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso
em: dez. 2025. Palavras-chave:
agronegócio, balança comercial, exportações,
importações, comércio exterior, grupo de produtos, superávit, saldo. COMO CITAR ESTE ARTIGO OLIVEIRA,
M. D. M.; ANGELO, J. A.; GHOBRIL, C. Balança Comercial dos Agronegócios
Paulista e Brasileiro, Janeiro a Novembro de 2025. Análises e Indicadores do
Agronegócio, São Paulo, v. 20, n. 12, p. 1-16, dez. 2025. Disponível em: colocar o link do
artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.
(-4,8%) e na quantidade embarcada (-2,5%) em relação a igual período do ano
anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo,
apresentaram perdas em valores (-2,2%) e menores embarques (-3,9%). Já o
subsetor de papel mostrou variações negativas para os valores (-11,1%) e no
volume (-1,3%). O principal destino
em participação de valores exportados é a China (40,1%), seguida de União
Europeia (12,6%), Estados Unidos (9,4%), Argentina (5,3%), Peru (4,4%), Reino
Unido (3,4%), Chile (3,2%) e Colômbia (3,0%); outros países somam 18,6% de
participação.
(-4,9%) e em volumes (-12,5%). Os maiores
compradores desse grupo são: União Europeia (46,1%), Estados Unidos (44,8%),
China (3,2%) e Japão (2,6%); os demais compradores têm 3,3% de participação.
(-3,0%) apresentaram reduções. Essas variações nas receitas do comércio exterior
são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes
exportados.
-3,4% e +3,6% para o papel. Os principais
países importadores deste grupo são China
(30,8%), Estados Unidos (18,6%), União Europeia (18,5%), Argentina (3,2%),
México (2,8%), Reino Unido e Peru (1,6%, cada um); os demais países participam
com 22,9%.
(-1,9%) e alta em valores (+0,4%). Os principais destinos são Irã (19,2%),
Egito (15,5%), Vietnã (10,5%), União Europeia (7,5%), Arábia Saudita (4,6%) e
China (4,3%), restando 38,4% de participação para os demais países.
Data de Publicação: 05/01/2026
Autor(es):
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marlimascarenhasoliveira@gmail.com) Consulte outros textos deste autor
José Alberto Angelo (jose.angelo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Carlos Nabil Ghobril (nabil@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor

