Tabela 1. Variação Percentual do IqPR, 3ª Quadrissemana - Setembro/2012, Estado de São Paulo.
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São Paulo |
São Paulo - sem cana | |
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IqPR |
1,47% |
4,06% |
|
IqPR-V |
0,45% |
3,89% |
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IqPR-A |
4,23% |
- |
|
Fonte: Instituto de Economia Agrícola (IEA). | ||
Quando a
cana-de-açúcar (que no período teve queda de 1,42%) é excluída do cálculo do
índice devido a sua importância na ponderação dos produtos, os índices
IqPR e o IqPR-V registram altas maiores e fecham em 4,06% e 3,89%,
respectivamente (Tabela 1).
Tabela 2. Variações das Cotações dos Produtos, 3ª Quadrissemana - Setembro/2012, São Paulo.
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Origem |
Produto |
Unidade |
Cotações (R$) |
Variação (%) |
![]() |
![]() | |
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3ªAgo/12 |
3ª Set/12 | ||||||
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VEGETAL |
Algodão |
15 kg |
50,90 |
53,98 |
6,06 |
8ª |
|
|
Amendoim |
sc.25 kg |
34,91 |
35,07 |
0,44 |
11ª |
| |
|
Arroz |
sc.60 kg |
38,31 |
40,66 |
6,14 |
7ª |
| |
|
Banana nanica |
kg |
0,6539 |
0,5840 |
-
10,69 |
|
1ª | |
|
Batata |
sc.50 kg |
32,66 |
50,30 |
54,01 |
1ª |
| |
|
Café |
sc.60 kg |
382,88 |
368,33 |
-
3,80 |
|
5ª | |
|
Cana-de-açúcar |
kg de ATR |
0,4948 |
0,4877 |
-
1,42 |
|
6ª | |
|
Feijão |
sc.60 kg |
125,09 |
158,47 |
26,68 |
2ª |
| |
|
Laranja p/ Indústria |
cx.40,8 kg |
7,82 |
7,15 |
-
8,52 |
|
2ª | |
|
Laranja p/ Mesa |
cx.40,8 kg |
6,98 |
6,54 |
-
6,23 |
|
4ª | |
|
Milho |
sc.60 kg |
25,96 |
28,05 |
8,05 |
6ª |
| |
|
Soja |
sc.60 kg |
70,97 |
78,41 |
10,50 |
5ª |
| |
|
Tomate p/ Mesa |
cx.22 kg |
69,56 |
79,20 |
13,86 |
4ª |
| |
|
Trigo |
sc.60 kg |
33,63 |
35,51 |
5,57 |
9ª |
| |
|
ANIMAL |
Carne Bovina |
15kg |
90,52 |
94,43 |
4,32 |
10ª |
|
|
Carne de Frango |
Kg |
2,13 |
2,43 |
14,30 |
3ª |
| |
|
Carne Suína |
15 kg |
56,94 |
56,50 |
-
0,77 |
|
7ª | |
|
Leite B |
Litro |
0,9314 |
0,9295 |
-
0,20 |
|
8ª | |
|
Leite C |
Litro |
0,8754 |
0,8769 |
0,17 |
12ª |
| |
|
Ovos |
30 dz |
53,19 |
49,03 |
-
7,82 |
|
3ª | |
|
Fonte: Instituto de Economia Agrícola | |||||||
Os
produtos do IqPR que registraram as maiores altas na terceira quadrissemana de
setembro foram: batata (54,01%), feijão (26,68%), carne de frango (14,30%),
tomate para mesa (13,86%), soja (10,50%) e milho (8,05%) (Tabela 2).
O clima
quente e seco prejudicou a produtividade da batata e provocou a elevação de seus
preços em relação ao período anterior, quando houve coincidência de safras
paulista e mineira e produto de qualidade inferior devido às chuvas
extemporâneas no mês de junho.
O fim da
safra de inverno e o atraso no plantio da safra das águas na região sudeste de
São Paulo (devido à total falta de chuvas nas primeiras semanas de setembro)
estimulam a alta dos preços do feijão.
No tomate
para mesa, as chuvas de junho prejudicaram em muito a produtividade e o tempo
frio impediu a produção de mudas e o replantio dos tomateiros, seguido de longo
período de estiagem resultando em diminuição da oferta e acentuada elevação de
preços.
Para a
carne de frango, os aumentos nos custos de produção (reajustes nos preços da
ração animal, principalmente milho e farelo de soja) levaram os produtores a
majorar as cotações do produto.
Os preços
da soja em São Paulo continuaram subindo apesar das fortes quedas das cotações
nos principais Estados produtores. Também no caso do milho, onde há grande
oferta nas principais regiões produtoras, os preços praticados em São Paulo
evoluem positivamente influenciados pela demanda local e problemas de transporte
rodoviário.
Os
produtos que apresentaram as maiores quedas de preços nesta quadrissemana foram:
banana nanica (10,69%), laranja para indústria (8,52%), ovos (7,82%), laranja
para mesa (6,23%) e café (3,80%) (Tabela 2).
As chuvas
inesperadas de junho propiciaram a propagação da 'sigatoka negra' que prejudicou
o desenvolvimento da produção de banana e levou à colheita da fruta de baixa
qualidade, com consequente queda de preços em período em que o padrão sazonal
indica pico de preços.
Demonstrando um aprofundamento da situação crítica já vivida pelos citricultores
paulistas, os preços oferecidos pelas agroindústrias desincentivam muitos a
investir na execução das colheitas e recoloca na ordem do dia as políticas
negociadas de preços mínimos e de estocagem do suco de laranja. Essa situação
difícil para os produtores fez direcionar parte de sua produção para o consumo
in-natura, aumentando a oferta e influenciando a queda dos preços da laranja
para mesa.
No caso
dos preços dos ovos, o aumento na oferta recente reduziu os preços recebidos
pelos granjeiros. Numa realidade de custos reajustados com o elevado preço da
ração animal, o descarte adiantado de poedeiras tem sido a alternativa
encontrada pelos empresários do setor com o objetivo de ajustar a produção ao
consumo.
Para o
café, os valores recebidos pelos cafeicultores paulistas acompanharam a
tendência de queda nos mercados internacionais.
No período
analisado, 12 produtos apresentaram alta de preços (9 de origem vegetal e 3 de
origem animal) e 8 apresentaram queda (5 vegetais e 3 de origem animal).
_________________________________________________
¹A fórmula de
cálculo do índice (IqPR) é a de Laspeyres modificada, ponderada pelo valor da
produção agropecuária paulista. As cotações diárias de preços são levantadas
pelo IEA e divulgadas no Boletim Diário de Preço. As variações são obtidas
comparando-se os preços médios das quatro últimas semanas (referência) com os
preços médios das quatro primeiras semanas (base), sendo a referência =
24/08/2012 a 23/09/2012 e base = 24/07/2012 a 23/08/2012.
²Artigo completo com a metodologia: Pinatti, E.; Sachs, R.C.C.; Angelo, J.A.; Gonçalves, J.S. Índice quadrissemanal de preços recebidos pela agropecuária Paulista (IqPR) e seu comportamento em 2007. Informações Econômicas, São Paulo, v.38, n.9, p.22-34, set.2008. Disponível em:
https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/verTexto.php?codTexto=9573



